Arte na cidade

Galeria Geraldo Queiroz (Casa da Cultura) acasacaa
A exposição “Olha o Passarinho!”, da artista Rejane Paiva, é um reencontro com o desenho e uma retomada dos objetos do cotidiano como suporte para a arte. A mostra propõe uma invasão da imaginação nas coisas do uso diário. O público vai acompanhar cores sobrepostas, desenhos, versos de uma canção ou poema gravados num saleiro, num bule, num prato, ou numa casinha de pássaros para o jardim.
Após um longo período de pesquisa por diferentes técnicas, a artista apresenta seu trabalho nesse suporte tão pouco explorado pelos artistas plásticos: a porcelana. Além de oferecer possibilidades infinitas, não apenas como modelagem, ela permite gravar sobre o vidrado, aplicar decalques, pintar e desenhar com tintas especiais que exigem queima em fornos de alta temperatura (700 a 800°C).
As obras contam com desenhos de imaginação infinita, povoado de cavalos marinhos trompetistas, realejos no calçadão de Ipanema, faunos, sachês de chá de cadeira, polvos com piercings e sereias enlatadas. “É um mundo de pseudo-retratos com plumas e emplumados, seres alados, bichos de escamas, chifres, pêlos, bicos e penas, figuras que poderiam ter sido e não foram”, ressalta a artista.
A mostra pode ser apreciada de segunda a sexta-feira, das 12h às 18h, entre os dias 23 deste mês e 04 de setembro, na Galeria Geraldo Queiroz, na Casa da Cultura (rua Coronel Carneiro, 89, Fundinho).
Galeria Ido Finotti (Centro Administrativo)agelra
A exposição “Lugares da Impermanência”, do artista João Virmondes, retrata casas em demolição. As cenas se deram a partir de um trabalho de pesquisa do mestrado do artista. “O ritmo das pessoas na cidade faz com que esta seja percebida apenas na superficialidade de suas fachadas e de seus letreiros. Entretanto, quando me deparo com uma casa em demolição ou mesmo com uma já demolida, minha percepção e apreensão desse espaço são dilatadas”, mencionou o artista.
“O que antes impulsionava meu desejo por registrar os espaços em vias de desaparição era uma vontade de congelar a temporalidade daquelas casas em seu estado de devir. Agora que volto o olhar para as fotos tomadas, eu as vejo como restos de minhas operações e da minha passagem por aqueles espaços, retomando alguns de meus devaneios sobre o tempo e o espaço. Percebo que a cada olhar que lanço sobre o meu trabalho, a cada salto que me arrisco, revejo o passado, rememoro, reflito e remonto, transformo aquilo que está por vir: o meu próprio trajeto”, completou.
As fotografias estão expostas na Galeria Ido Finotti, que fica no Centro Administrativo. O público pode conferir a mostra até o dia 1º de setembro, de segunda a sexta-feira, das 11h30 às 17h30.

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