O Dmae registrou em setembro uma redução importante no consumo de água. Foram cerca de 227 milhões de litros, se comparado ao volume produzido em agosto deste mesmo ano. Esse número – que representa um dia de consumo de Uberlândia -, está permitindo a chegada de um maior volume de água aos imóveis, suficiente para atender aos usos prioritários – banho, alimentação e a limpeza da casa – mas não mudou o estado de alerta adotado pelo órgão, que mantém o monitoramento em tempo integral dos centros de reservação de Uberlândia. Nos últimos três meses, o Dmae esteve diariamente falando às emissoras de TV e rádio, jornais e também aos internautas – por meio das mídias sociais – mantendo a população informada sobre os efeitos da estiagem prolongada sobre o abastecimento.
Com o apoio maciço dos veículos de comunicação, foram veiculadas nesse período cerca de 84 entrevistas e reportagens, a maioria delas abordando a escassez de água e as orientações do Dmae sobre o consumo responsável. No mês de julho, a criação, pelo Dmae, dos agentes educativos que circulam de motocicleta pelos bairros, flagrando o desperdício, foi tão bem aceita pela população que, de três integrantes, a equipe foi ampliada para seis membros que passaram também a notificar os imóveis que a própria população tem identificado e comunicado ao Dmae por meio do seu teleatendimento, o 0800-940-7272. “A reação da população tem sido de total apoio à fiscalização dos agentes. Claro que temos casos de desacato, de pessoas que reagem dizendo que pagam a conta e, por isso, podem desperdiçar o quanto quiserem, mas é grande o número de usuários que recebem bem a nossa orientação e prometem não reincidir no uso inadequado”, explica o diretor geral do Dmae, Orlando Resende.
De julho até hoje, o teleatendimento do Dmae registrou 1.096 ligações de usuários denunciando o desperdício de água, e todos eles estão sendo notificados e orientados pela autarquia a não abusar do uso da água, para não ser penalizados. “Procuramos não recorrer à multa porque temos o papel de orientar, mas não podemos descartá-la”, salienta Orlando Resende.