Dorotéia – HBLOG

Espetáculo “Dorotéia” traz na assinatura raízes de Uberlândia
Diretor da peça, Jorge Frajalla, formou-se pela Universidade Federal de Uberlândia, onde também foi professor.
Uberlândia será a segunda cidade do Brasil a receber a turnê de “Dorotéia” em comemoração aos 60 anos de carreira de Rosamaria Murtinho. A escolha pela cidade tem um motivo muito especial. Diretor da peça, Jorge Farjalla, formou-se em Artes Cênicas pela Universidade Federal de Uberlândia, onde também foi professor substituto, e ainda como discente já levava seus espetáculos para vários festivais de teatro do País, recebendo vários prêmios.
“Uberlândia e a UFU tem papel fundamental na minha história e carreira. Dorotéia é o segundo espetáculo que tento levar para a cidade. Agora, torna-se possível graças ao Carlinhos e a ‘força da batalha cultural’ que ele provoca”, revela Farjalla ao citar Carlos Guimarães Coelho, produtor responsável pela peça em Uberlândia.
Sobre Dorotéia, Farjalla conta que foi convidado pela atriz Rosamaria para ‘desconstruir sua atriz’. “A arte precisa migrar, falar em outros lugares, comungar. Posso dizer que este trabalho tem a minha assinatura, o meu modo de pensar o fazer teatral, desafiando o ator, o espaço cênico e principalmente o espectador. O texto de Dorotéia não é um texto fácil e tento fazer com que ele chegue com maior facilidade para o público. Dorotéia é um divisor de águas na minha carreira e nada mais justo do que levá-la a bater na porta de Uberlândia”.
Estreado no Rio de Janeiro, espetáculo com Rosa, Letícia Spiller e grande elenco, será apresentado em Uberlândia nos dias 24, 25 e 26 de junho, em teatro arena erguido exclusivamente para a peça, no pátio do Colégio Nacional. adoroa2
Espetáculo
“Dorotéia”, texto de Nelson Rodrigues, reúne em cena Rosamaria Murtinho e Letícia Spiller, como a fera e a bela. Rosa interpreta a protagonista Dona Flávia, uma mulher feia, frustrada e infeliz que faz de tudo para destruir a beleza da prima Dorotéia, ex- prostituta, uma pecadora incorrigível, porém arrependida, vivida por Letícia.
Escrito em 1949, o texto é uma ode à beleza da mulher onde a heroína, título da obra, segue em busca da destruição de sua própria beleza para se igualar à feiúra de suas primas: Dona Flávia, Maura e Carmelita. Numa casa só de mulheres, sem quartos e onde há mais de 20 anos não aparece um homem, chega Dorotéia, uma ex-prostituta arrependida, que quer se redimir de seus pecados. Procura abrigo na sua família e é, em alguns momentos, questionada por Dona Flávia, a prima mais velha, que, mesmo com sua raiva, implicância e orgulho, faz de tudo para removê-la da ideia, às vezes com uma nesga de afeto, de fragilidade e disfarçados gestos de acolhimento, mas contando que ela aceite as condições de viver naquela casa e se tornar tão feia quanto o resto da família.
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Outro ponto alto do espetáculo – e que o diferencia das demais encenações – é o coro masculino, não presente na obra, batizado pela direção como “Homens Jarro” que representa tanto a aparição do signo “jarro”, símbolo que está no texto, como os homens que passaram pela vida da ex-prostituta. Esse coro permeia a encenação executando ao vivo os sons e a trilha do espetáculo. 
Vendas: Greta Cauê – Av. Rondon Pacheco, 1413 e no site www.megabilheteria.com

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