GASTROFÔNICO

Gastrofônico foi o nome.
 
Esperado pelos organizadores com ansiedade pois via-se o cuidado do preparo.
Um enorme cubo de flores feitas à mão pairava no ar com hand-made de Gleidson Garcia e Liska Liska Lang Menna Barreto.
 
Notava-se também o cuidado em folhas de árvores enroladas com barbabante no corpo dos copos.
 
Flores e vasinhos nas mesas.
Mesas mais altas e bancos; cantos aconchegantes sofás, aparadores e almofadas.
 
Estou afobado pra contar tudo.
 
Mas antes tenho que relatar o local:
Sítio dona Tereza – Guimarães –
às margens do rio que corta nossa cidade.
 
Um sítio, entre outros tantos, chácaras e casas de gente que escreveu e escreve a história, de maneira natural.
 
O local é lindo por si só.
 
Estou falando da Mãe Terra.
 
Árvores que falam feito aquelas do Harry Potter com miquinhos pulando de lá pra cá.
 
O verde do Uberabinha refletia em nossa retinas que ficavam clareadas pelo lindo dia ensolarado que o sábado foi presenteado.
 
Um lago com uma bica , borboletas voando ao redor (gente será que tomei algum LSD ?) mas não.
 
É verdade, eu vi isto tudo.
 
De repente começo a olhar ao redor e a notar que a casa, a sede do sítio fica em posição privilegiada no terreno com ares do passado com pinceladas modernas e tem-se a certeza do toque, da essência e da natureza pessoal que lá reside: Paulo Daniel Guimarães Guerra com Liska Mena Barreto.
 
Ela, com filhos crescidos e bem encaminhados na vida, até por sinal – uma das bonitas gêmeas (uma de suas filhas) estava lá esbanjando juventude e borrifando o frescor de sua beleza.
 
Por falar em beleza.
 
Os seres humanos que lá estavam, estavam bonitos., Levaram a sua melhor porção para aquela tarde.
 
Em outro espaço – mesas com guarda-sol e uma bancada onde a comida era servida.
Mas lá embaixo uma outra mjesa com acepipes deliciosos, queijos, azeitonas, patês e uma amendoin passado na manteiga de leite com sal e açucar e uma pitada de curry de se comer joelhos.
 
Cerveja gelada, vodka com frutas, refri e águia e quem quisesse leva sua bebida predileta.
 
O frango com legumes ao curry servido em bowls de porcolena branca, estava ótimo e depois um arroz punk com abóbora. Ah, todos os pratos tinham nhomes de músicas, por conta do estimado Marcel Gussoni.
 
Marcel Gussoni, publicitário, titular do blog Sabor Sonoro – o comandante do cardápido que foi finalizado com um “brigadeiro” de colher ao Jack Daniel´s. Hummm.
 
Marcelo é um charme, um profissional e pessoa ….que ao lado de sua mulher, Carol Horbilon Gussoni – formam uma dupla especial.
 
Ela com uma máquina fotográfica profissional, entremeava entre as arvores e as pessoas e saia clicando tudo e todos com seu olhar delicado, criterioso e de tocaia.
 
De vez em quando ele se mostrava (estou doido para ver os cliques dela). Marcel também fotografou com seu olhar.
 
Lá naquele laguinho da bica, montaram um palco.
Onde nele estavam píano, bateria, baixo, guitarra e voz.
Me limito a dizer dois nomes.
O primeiro, da cantora lírica, erudita e daqui da city, que se aventurou pela primeira vez em partituras escolhidas pelo grupo de jazz e blues.
Amanda Cabral, uma menina-mulher de 22 anos com presença forte e uma voz e interpreteção incríveis onde de sua garganta, quando saiu uma sofrida Nina Simone foi ovacionada por todos.
 
Ainda sobre a banda, me desculpo por não saber nomear os outros integrantes, onde o pianista arrasou, ao lado dos outros integrantes.
 
Mas meu carinho e destaque e agradecimento (e que através dele, reverencio os outros componentes) ao baterista, querido Giovani Galvão Longo.
 
Fico sem palavras, assim de bate pronto mas consigo acha-las pois é meu ofício interpretar o cenário social. (faço isto há muitos anos).
 
Giovani é gentil, bem criado, coração de ouro e toca uma bateria com categoria. A vc-Giovani Galvão Longo; o meu muito obrigado por seu convite.
Telefonemas e whataps recebidos por mim, mostravam sua preocupação não só com a música, mas com tudo.
Coletividade.
E repito, lhe agradeço pela lembrança à minha pessoa e seu nobre gesto pelo convite.
 
As comidinhas sendo servidas, as bebidas, música e pessoas – e mais do que isso, alí naquele momento de confratermização, a benção era dada aos escolhidos. Celulares à mão e cada um clicava de acordo com sua íris e registravam momentos únicos.
 
Fui informado que o nome dado a este Gastrofônico, era um “laboratório” para uma sequência de outros encontros e o time da direção aberto a idéias e aprendizados.zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz34
A meu ver o “laboratório”, o “lab” – passou de ano direto e sem recuperação.
 
Muitos olhares foram trocados, muitas conversas foram travadas, encontros inusitados, pessoas que não se viam, beijos e abraços trocados e mais flashes.
Gente vestida mais confortável e outros mais fashion e flertes foram registrados.
 
Flechas enviadas, memorandos e até piscadas (acho que piscada voltou à moda).
 
De repente uma mulher linda da sociedade local bate seus longos cabelos negros e é fisgada pelo olhar de um guapo, gato ? ou coelho ?
Adoro affairs.
 
Helena Helena Guimaraes, a mãe de Paulo Daniel, ajudava a anfitrionar os convidados de seu filho, ao lado de sua irmã Cristina e a mãe delas, dona Teresa, que dá nome ao sítio e todos sob o manto de Santa Terezinha. Vale a alusão. Fé nunca é demais.
 
Fazia tempo que não escrevia assim – a la Ibrahim Sued e Danuza Leão, levando meus leitores, através do texto tipicamente colunista, até à festa. Mesmo quem não foi de corpo presente, creio que conseguiu captar um pouco da mágica tarde.
 
Pra terminar,
 
entre tantos nomes presentes, ficaria difícil nomea-los mas foi um prazer confraternizar com todos vcs.
 
Antes de ir embora, um passeio, até o deck banhado pelo rio, para sentir o que aquele fim de tarde e a luz do sol que refletia sobre as águas do Uberabinha queriam me dizer.
 
E ouvi do rio que a comunhão é muito importante em nossas vidas.
 
Como uma oração.
 
Como aquela pétala de uma rosa qualquer que a gente colocava para marcar as páginas de um livro e ao fechar se eternizava um momento único.
 
A vida é assim, aromas, sabores, melodias, paladares que nos são entregues a todo instante.
 
Resta-nos dizer “obrigado”.
 
Quanto mais grato eu sou, mais graça recebo.
 
Obrigado “Gastrofônico”. abit abit1 abit2 abit3 abit4 abit5 abit6 abit7 abit8 abit9 abit10 abit11 abit12 abit13 abit14
 
Carlos Hugueney Bisneto
Uber Land – 16 de julho 2016.

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